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‘Phil Collins’, single punk de Kevin e a Banda Surda, atira mordacidade em rock cáustico

“Renato Russo morreu / Renato Rocha morreu / Cazuza morreu / Raul Seixas morreu / Chico Science morreu / Marcelo Fromer morreu / Paulo Ricardo morreu, mas não sabe / Phil Collins continua vivo”, dispara com mordacidade a letra de Phil Collins, single de Kelvin e a Banda Surda que desembarca nas plataformas digitais na próxima sexta-feira, 19 de janeiro.

Rock de espírito punk corrosivamente batizado com o nome do cantor e compositor inglês que vem ao Brasil fazer shows em fevereiro, Phil Collins é o primeiro registro fonográfico oficial da banda formada em 2000, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), por Eusébio Galvão (voz e efeitos), Felipe Vaz (teclados), Marcos Caribé (bateria), Silvio Essinger (baixo e guitarra) e Ricardo Calazans (guitarra e baixo).

Após 18 anos de shows esporádicos pela cidade natal, o quinteto ingressa na maioridade com o registro de 12 composições gravadas ao vivo, em dois dias, por Zé Felipe, músico egresso do grupo carioca Zumbi do Mato (1989 – 2013). As 12 músicas foram distribuídas em dois EPs programados para serem lançados pelo selo Embolacha ao longo deste ano de 2018.

Phil Collins integra o repertório do EP Paz, amor e outros rituais de magia negra ao lado das composições Bala de prata (Não é sertanejo), O retorno do cosmonauta, Um dia na vida, Satanás é com S e Tema do longa-metragem Kelvin & a Banda Surda, além de (Is he sir) Phil Collins, versão em inglês da música lançada esta semana em single com capa assinada por Arnaldo Branco que já traduz em imagem a mordacidade do rock.

Já o outro EP, Canções para ouvir com sua melhor amiga, apresentará gravações das composições Eu sempre me fodo, ICQ, Homem de virtudes, Putz (Eu te quero tanto), Vestido comprido e Tomara que caia.

Tal como o samba, o rock agoniza, mas não morre sob o império do Brasil pop-funk-sertanejo.

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